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	<title>Unión Libertaria</title>
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	<description>Na procura de espazos comúns para a acción anarquista na Galiza</description>
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		<title>Série de apresentações do livro de Félix Rodrigo Mora</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 12:32:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>unionlibertaria</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estamos preprando uma série de apresentações do livro &#8220;O atraso político do nacionalismo autonomista galego&#8221;, em vários lugares da Galiza. Pelo momento estão confirmadas as seguintes: Sexta-feira, 10 de Setembro: Ferrol &#8211; Centro Cultural Torrente Ballester &#8211; 20:00 horas Sábado, 11 de Setembro: A Coruña &#8211; Casa das Atochas &#8211; 20:00 horas Segunda-feira, 13 de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos preprando uma série de apresentações do livro &#8220;O atraso político do nacionalismo autonomista galego&#8221;, em vários lugares da Galiza. Pelo momento estão confirmadas as seguintes:</p>
<ul>
<li><strong>Sexta-feira, 10 de Setembro:</strong> Ferrol &#8211; Centro Cultural Torrente Ballester &#8211; 20:00 horas</li>
<li><strong>Sábado, 11 de Setembro: </strong>A Coruña &#8211; Casa das Atochas &#8211; 20:00 horas</li>
<li><strong>Segunda-feira, 13 de Setembro:</strong> Pontedeume &#8211; Casa da Estación</li>
<li><strong>Quarta-feira, 15 de Setembro:</strong> Vigo &#8211; A Cova dos Ratos (organiza Lapsus) &#8211; 20:30 horas</li>
<li><strong>Sexta-feira, 17 de Setembro:</strong> Ponteareias &#8211; C.S.A. O Fresco (organizaAteneo Libertario Lume Negro)</li>
</ul>
<p>Há outras apresentações em preparação, mais ainda não estão confirmadas completamente. Continuare-mos informando&#8230;<br />
<span style="color: #888888;"><br />
</span></p>
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		<title>UL edita o libro &#8220;O atraso político do nacionalismo autonomista galego&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 17:20:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>unionlibertaria</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O livro: O atraso político do nacionalismo autonomista galego: Reflexões sobre “O atraso económico de Galiza” de Félix Rodrigo Mora, editado por Unión Libertaria, estará na rua desde o 8 de Setembro de 2010. Foi traduzido por Alberte de Esteban e Bruno Ruival, e a maquetagem foi de Ana Varela. A edição tem 168 páginas; o tamanho é de 17,5 x 12,5 cm e foi impresso em Compostela por Sacauntos Publicidade. O preço é de só 5 euros.

Índice
1. De espanhol para galego
2. O quadro político e económico
3. A ruralidade galega
4. Os efeitos da liquidação do «atraso»
5. Galiza e a questão nacional
6. Conclusão provisória

Os editores: Unión Libertaria é um grupo anarquista que nasceu em Ferrol nos inícios da década de 2000, a partir do Ateneu Libertário Francisco Iturralde. Desde aquele tempo, vêm trabalhando pela difusão das ideias libertárias, pela unidade do anarquismo na Galiza e no âmbito de diversos movimentos populares. O grupo promoveu as assembleias da Xuntanza Libertaria, a publicação do jornal Marea Negra, participou nas mobilizações pola catástrofe do Prestige, contra a guerra do Irak e contra a instalação da planta de gás de Reganosa na Ria de Ferrol. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://unionlibertaria.org/ul/wp-content/uploads/2010/09/portadap.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-201" style="margin: 4px 8px;" title="portadap" src="http://unionlibertaria.org/ul/wp-content/uploads/2010/09/portadap.jpg" alt="" width="280" height="415" /></a><br />
<strong>O livro</strong>: O atraso político do nacionalismo autonomista galego: Reflexões sobre “<em>O atraso económico de Galiza</em>” de Félix Rodrigo Mora, editado por Unión Libertaria, está na rua desde o 1 de Setembro de 2010. Foi traduzido por Alberte de Esteban e Bruno Ruival, e a maquetagem foi de Ana Varela. A edição tem 168 páginas; o tamanho é de 17,5 x 12,5 cm e foi impresso em Compostela por Sacauntos Publicidade. O preço é de só 5 euros.</p>
<p style="text-align: justify;">Índice<br />
1. De espanhol para galego<br />
2. O quadro político e económico<br />
3. A ruralidade galega<br />
4. Os efeitos da liquidação do «atraso»<br />
5. Galiza e a questão nacional<br />
6. Conclusão provisória</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os editores:</strong> Unión Libertaria é um grupo anarquista que nasceu em Ferrol nos inícios da década de 2000, a partir do <em>Ateneu Libertário Francisco Iturralde</em>. Desde aquele tempo, vêm trabalhando pela difusão das ideias libertárias, pela unidade do anarquismo na Galiza e no âmbito de diversos movimentos populares. O grupo promoveu as assembleias da <em>Xuntanza Libertaria</em>, a publicação do jornal <em>Marea Negra</em>, participou nas mobilizações pola catástrofe do Prestige, contra a guerra do Irak e contra a instalação da planta de gás de Reganosa na Ria de Ferrol. <span id="more-200"></span>Nos últimos tempos, o grupo está integrado na Rede Galiza Non Se Vende e cada vez mais os temas ecológicos fazem parte importante da sua agenda. Actualmente mantêm um local, o Espazo Libertario, com a CNT de Ferrol e o grupo libertário <em>Coordenada 0º 0º 0º</em>. Dois integrantes do grupo, o desenhador Manolo Rei e o historiador Eliseo Fernández, participam também neste livro, o primeiro com uma serie de desenhos alusivos ao tema do livro, o segundo com o prólogo “Uma revolução por fazer”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://unionlibertaria.org/ul/wp-content/uploads/2010/09/debuxo5web.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-206" style="margin: 3px 6px;" title="debuxo5web" src="http://unionlibertaria.org/ul/wp-content/uploads/2010/09/debuxo5web.jpg" alt="" width="250" height="161" /></a>O autor:</strong> Félix Rodrigo Mora é um investigador especializado no mundo rural, integrante do desaparecido grupo anti-desenvolvimentista “Los Amigos de Ludd”. Iniciou a sua trajectória como militante do movimento operário e vicinal, influído pelas ideias marxistas, mas posteriormente foi evoluindo até carecer de ideologia política explícita e compromisso organizativo. Decepcionado pelo activismo, emborcou a sua vida à reflexão e o estúdio, do qual nasceram os livros <em>Naturaleza, ruralidad y civilización</em> (Brulot, 2008), <em>La democracia y el triunfo del Estado: esbozo de una revolución democrática, axiológica y civilizadora</em> (Manuscritos, 2010),<em> Crisis y utopía en el siglo XXI</em> (Maldecap, 2010) e <em>Borracheras no: pasado, presente y futuro del rechazo a la alcoholización</em> (Aldarull/Distri maligna/Maldecap/Rompe la norma, 2010). A investigação das qualidades do modo de vida no mundo rural e as circunstâncias da sua desaparição levaram-no a interessar-se também pela situação concreta da Galiza e pelo papel jogado no processo pelo nacionalismo autonomista galego. As suas reflexões sob estes temas compõem a base do seu livro O atraso político do nacionalismo autonomista galego: Reflexões sobre “O atraso económico de Galiza”.</p>
<p style="text-align: center;">Excertos do texto</p>
<p style="text-align: justify;">Capítulo I. De espanhol para galego:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O livro considerado manifesta uma conversão do autor a um verdadeiro galeguismo militante (depois ver-se-á qual), porquanto anteriormente tinha publicado em castelhano, exteriorizando sempre a mesma ideia fixa, que o «atraso económico» era —e, ao que parece, segue a ser— o problema número um da Galiza, a resolver por meio de um programa de acelerado desenvolvimento económico, em que a industrialização desempenhava a função principal.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Capítulo II. O quadro político e económico:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Efetivamente, de todos os povos submetidos pelo Estado espanhol, o galego, porquanto rural e agrário, caracterizou-se por afirmar com mais determinação a sua essência particular, estilo de vida, idiossincrasia, língua, cosmovisão e escala de valores, até se converter num grave problema para Madrid que, em vista dos limitados resultados conseguidos pelas políticas modernizadoras, teve que acudir a medidas extraordinárias, de tipo político, ideológico, académico e linguístico, para contribuir a dominar a resistência.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Capítulo III. A ruralidade galega:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O criativo mundo rural galego, com a instituição do concelho aberto, ou assembleia aldeã, ao mesmo tempo deliberante, decisória, legislativa, executiva, judicial e reitora da vida económica local, oferece um modelo de autogoverno para o futuro, desde que tal formulação leve a inspirar-se nele e não, como é lógico, a pretender decalcá-lo, pois hoje, no século XXI, o imprescindível é refletir criativamente, tomando o positivo do passado, mas sem o copiar de forma mimética, visto que a cada momento da história corresponde a sua própria particularidade, que é única e irrepetível.<br />
(&#8230;)<br />
A verdade é que o mundo tradicional rural galego, onde até meados do século XIX vivia 90% da população da Galiza, tinha como características próprias uma riquíssima rede de relacionamentos de apoio, afeto e serviço mútuos extraordinariamente intensas, sinceras, complexas, eficientes e exuberantes, que faziam dele uma das sociedades convivenciais mais admiráveis de que se tem memória. Isso explica o muito que custou ao Estado (espanhol) liquidar dita formação social, que foi capaz de resistir, com mais sucesso que nenhuma outra da península Ibérica, 15 a pressão para o individualismo, a veneração pelo Estado, o culto pelo dinheiro, a genuflexão perante o empresariado e a devoção pela tecnologia, em soma, o desajeitado afã por uma vida sem liberdade, servil, amoral, sórdida, ambientalmente destrutiva, virada na satisfação dos apetites do<br />
ventre, mais própria de porcos que de seres humanos. É a que provém do par Estado-capital e a que os escritos dos autores desenvolvimentistas encomiam, mais ainda, impõem ao povo através do seu monopólio da emissão de ideias, atropelando a liberdade de expressão e, sobretudo, a liberdade mais determinante de todas, a de consciência, a cada dia espezinhada pelas elites mandantes. Uma revolução que estabeleça uma sociedade razoavelmente livre tem de pôr fim a tais excessos.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Capítulo IV. Os efeitos da liquidação do «atraso»:</p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
O que ninguém pode negar é que no campo de antano, sobretudo no galego, trabalhava-se cantando, como o prova o enorme número de composições musicais de lavor que têm chegado até nós: danças do palheiro, peças musicais para a colocação do espantalho, canções de canteiros, improvisações na recolhida do tojo, coplas de maçar o linho, cantares de vindima, malha do<br />
centeio, arada, forja e moenda, cantos de arrieiros, da seitura, da matança, e infinidade mais que faziam do ato de trabalhar uma tarefa humana, sociável, elevada, não especializada, festiva e cheia de dignidade. Hoje trabalha-se chorando, o que vai implícito na categoria de trabalho assalariado, situação que não terá remédio até que se elimine o capitalismo e se constitua uma<br />
sociedade libertada da inumanidade do assalariado.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Capítulo V. Galiza e a questão nacional:</p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
Nesse quadro é onde devemos situar, com espírito algo cético e descrido, uma boa parte do movimento galeguista e nacionalista de antano, tanto como o de hoje, que não era, nem é, tão puro nem genuíno como alguns desejam fazer crer. Em primeiro lugar, há que deixar sentado um facto incontrovertível: se o galego chegou até hoje como língua viva não é devido a tais ou quais intelectuais urbanos, nem a este ou outro partido político, mas à ação de preservação da sua essência e, portanto, da sua língua, que realizam, numas condições bem dramáticas, as classes populares, sobretudo, as rurais.<br />
(&#8230;)<br />
Este sistema de governo por assembleias não resulta de uma ou outra ideologia, mas provém do fundo mesmo da história da Galiza, e por isso mesmo tem de ser aceite por todas e todos, adaptando-o, como é lógico, às realidades do nosso tempo, do século XXI. Portanto, pode e deve ser propugnado por uma pluralidade de ideologias e correntes de pensamento, todas as quais deveriam coincidir nalguns pontos mínimos, para realizar a libertação política, económica, social e nacional da Galiza. Precisamente, a denominada «democracia representativa», essa ridícula expressão que nega o que afirma, pois se há representação não existe democracia, é a forma concreta que agora adota, no político, a dominação espanhola.<br />
(&#8230;)<br />
Portanto, não há cabal solução à questão nacional agora, no século XXI, no terrível e muito difícil tempo da mundialização, desde posições estatistas. Precisamos uma revolução de enormes proporções, a realizar em grandes áreas, a escala continental diria, para lidar com as grandes forças atuais da reação, operantes a escala planetária. Efetivamente, sem revolução antiestatal e anticapitalista não há hoje nenhuma esperança para as nações oprimidas, porque todo o Estado<br />
cria capitalismo, e hoje todo o capitalismo é mundializado, além de que qualquer ente estatal termina entregando-se aos poderes planetários constituídos, para sobreviver, por temor do próprio povo.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Capítulo VI. Conclusão provisória:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Torna-se necessária uma reformulação da linha a seguir, depois de meio século de ter «O atraso económico de Galiza» como bíblia de um nacionalismo autonomista, apesar de ser parte integrante dos Planos de Desenvolvimento franquistas, para abrirmo-nos à realidade do século XXI e, ao mesmo tempo, para fecharmo-nos argumentadamente à sua apologia do capitalismo mundializador, do desenvolvimento económico, da ditadura política parlamentarista, da destruição ambiental, da aniquilação do galego, da tergiversação académica da história da Galiza, de sacrificá-lo tudo à produção, da falta de amor pela terra e o povo, de cosmopolitismo niilista, camuflado ou não de galeguismo, de estar de joelhos ante a «ciência económica», da cega devoção pelo ente estatal.</em></p>
<p style="text-align: left;">
<address><a href="http://unionlibertaria.org/ul/wp-content/uploads/2010/09/debuxo6web.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-207" style="margin: 3px 6px;" title="debuxo6web" src="http://unionlibertaria.org/ul/wp-content/uploads/2010/09/debuxo6web.jpg" alt="" width="290" height="207" /></a></address>
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<address>Contacto:</address>
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<p style="text-align: left;">
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		<title>Video da bicicaravana</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 14:31:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[+ info] Crónica con fotos]]></description>
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<p>[+ info] <a href="http://reganosademolizon.org/?p=597">Crónica con fotos</a></p>
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		<title>Xa chega a bicicaravana en defensa da terra!!!</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jul 2010 21:50:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A caravana que partira en maio de Madrid a Irlanda para protestar contra o gasoduto experimental de alta presión que a Shell quere facer pasar por unha reserva da biosfera no noroeste de Irlanda xa está de volta e chegará á nosa comarca a partires do 7 de Xullo. No seu percorrido reivindicativo foron moitos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A caravana que partira en maio de Madrid a Irlanda para protestar contra o gasoduto experimental de alta presión que a Shell quere facer pasar por unha reserva da biosfera no noroeste de Irlanda xa está de volta e chegará á nosa comarca a partires do 7 de Xullo. No seu percorrido reivindicativo foron moitos os lugares nos que activistas en bici sumáronse para loitar e reivindicar outra maneira de facer as cousas, outro modelo enerxético e industrial que non sexa destrutivo, que respecte o medio e que sexa xusto e posible. Un modelo de decrecemento e desindustrialización que restaure con urxencia o necesario equilibrio que nos reconcilie coa natureza da que formamos parte.</p>
<p>É o momento agora de que nos sumemos á marcha na nosa comarca para chamar a atención sobre os moitos problemas que nos afectan. Como o da mina de andalucita que se pretende instalar na zona de Goente poñendo en perigo a riqueza e biodiversidade das fragas do Eume, os distintos puntos negros de contaminación, recheos e desfeitas na ría de Ferrol e a perigosa barbarie que supón a instalación da planta regasificadora de Reganosa.</p>
<p>Desde UL facemos un chamamento a apoiar esta marcha nas distintas etapas e días que percorrerá a comarca participando nos roteiros programados, nas charlas e na festa reivindicativa que faremos en Mugardos. É tempo de berrar e de pedalear!!! </p>
<p><a href="http://unionlibertaria.org/ul/wp-content/uploads/2010/07/biciterra5.jpg"><img src="http://unionlibertaria.org/ul/wp-content/uploads/2010/07/biciterra5.jpg" alt="" title="bicisterra" width="700" class="aligncenter size-medium wp-image-189" /></a></p>
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		<title>Maribolheras: mani*festa*acçom 26 de junho de 2010</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 12:58:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Participamos e apoiamos a convocatoria de Maribolheras Precarias en queerunha . Co lema &#8220;Melhor descontroladas que institucionalizadas &#8221; a mani*festa*acçom sairá do campo de marte ás 20 h . Alí intentaremos estar&#8230; Máis info: maribolheras]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Participamos e apoiamos a convocatoria de Maribolheras Precarias en <em>queerunha</em> . Co lema &#8220;<strong><em>Melhor descontroladas que institucionalizadas </em></strong>&#8221;  a <em>mani*festa*acçom</em><strong> sairá do campo de marte ás 20 h </strong>. Alí intentaremos estar&#8230;</p>
<p><img alt="mani festa acçon" src="http://maribolheras.com/wp-content/themes/colonia_harbor_ships_lae076/images/Header.jpg" title="mani festa acçon" class="aligncenter" width="620" /></p>
<p>Máis info: <a href="http://maribolheras.com">maribolheras</a></p>
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		<title>Video do roteiro por Pico Vello</title>
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		<pubDate>Wed, 19 May 2010 15:13:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="640" height="505"><param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/3KhPxPxBSwg&#038;hl=es_ES&#038;fs=1&#038;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/3KhPxPxBSwg&#038;hl=es_ES&#038;fs=1&#038;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="505"></embed></object></p>
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		<title>Unión Libertaria participa no roteiro pola conservación da Fraga d&#8217;O Pico Vello</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 00:45:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>unionlibertaria</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Unión Libertaria vai participar na marcha que varias entidades e colectivos veñen de convocar para o sábado 15 de maio pola zona de Pico Vello en Goente coa finalidade de chamar a atención sobre os serios problemas que carrexaría a instalación dunha mina de andalucita. O visto e prace para a instalación foi outorgado á [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://unionlibertaria.org/ul/wp-content/uploads/2010/05/ul_logo.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-174" style="border: 0pt none; margin-left: 6px; margin-right: 6px;" title="ul_logo" src="http://unionlibertaria.org/ul/wp-content/uploads/2010/05/ul_logo.jpg" alt="ul_logo" width="92" height="85" /></a><a href="http://unionlibertaria.org/ul/wp-content/uploads/2010/05/segunda_variacion.png"><img class="alignright size-full wp-image-175" title="segunda_variacion" src="http://unionlibertaria.org/ul/wp-content/uploads/2010/05/segunda_variacion.png" alt="" width="282" height="227" /></a>Unión Libertaria vai participar na marcha que varias  entidades e colectivos veñen de convocar para o sábado 15 de maio pola  zona de Pico Vello en Goente coa finalidade de chamar a atención sobre  os serios problemas que carrexaría a instalación dunha mina de  andalucita. O visto e prace para a instalación foi outorgado á empresa  Picobello Andalucita polo goberno de Feijoó nunha nova manobra na que se  poñen por diante intereses económicos e empresariais fronte  aos estudos de conservación e impacto ambiental.</p>
<div>
<p>A retórica do capitalismo salvaxe e depredador pretende impoñerse  unha vez máis fronte a quen defenden a conservación da natureza e a  posibilidade doutro modelo político e económico que supere, dunha vez  por  todas, o modelo autodestrutivo do capitalismo globalizado responsable  de tantas desfeitas e de tanto sufrimento nas guerras e conflitos que  xera a instauración do egoísmo económico e do constante crecemento.</p>
</div>
<p>Unión libertaria participa nesta convocatoria para denunciar  esta  nova agresión na nosa comarca e pola defensa do espazo natural que  comprende a zona de Pico Vello, as fragas do Eume e o río Belelle. Pero  tamén como unha forma de loita que sirva para concienciar á sociedade  sobre a imperiosa necesidade da superación do capitalismo nun momento no  que, moribundo e en crise, trata de aferrarse máis que nunca aos seus  propios principios destrutivos. Fronte a esta fuxida cara diante do  capital, reclamamos a necesidade dunha sociedade nova, descapitalizada e  verdadeiramente democrática,  na que o pobo tome o control e a  responsabilidade do  seu destino e na que se aposte pola desindustrialización e o  decrecemento para facer posible unha sociedade máis xusta e libre que  viva en equilibrio coa natureza. Levamos un mundo novo nos nosos  corazóns.</p>
<p>Máis info:<a href="http://reganosademolizon.org/" target="_blank"></a></p>
<p><a href="http://reganosademolizon.org/" target="_blank">reganosademolizon.org</a><br />
<a href="http://galizalibertaria.org/" target="_blank">galizalibertaria.org</a><br />
<a href="http://picovello.blogspot.com/2010/05/roteiro-polo-pico-vello-pola.html" target="_blank">picovello.blogspot.com</a></p>
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		<title>Manifestación de Galiza Non Se Vende</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 18:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>unionlibertaria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Convocatorias]]></category>
		<category><![CDATA[anticapitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[ecoloxía]]></category>
		<category><![CDATA[RGNSV]]></category>

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		<description><![CDATA[Contra o Capital e o seu Progreso O vindeiro domingo 21 de marzo, os colectivos que conforman a rede Galiza Non Se Vende convocan a manifestación anual en defensa do territorio. Será en Compostela, ás 12 horas, na Alameda. Dende unha perspectiva libertaria, a defensa do territorio, e a defensa das persoas que o habitan, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Contra o  Capital e o seu Progreso<img class="alignright" title="mani-gnsv" src="http://galizanonsevende.org/WordPress/wp-content/mani-gnsv.jpg" alt="" width="200" /></h3>
<p>O vindeiro domingo 21 de marzo, os colectivos que conforman a rede  Galiza Non Se Vende convocan a manifestación anual en defensa do  territorio. Será en Compostela, ás 12 horas, na Alameda.</p>
<p>Dende unha perspectiva libertaria, a defensa do territorio, e a  defensa das persoas que o habitan, representa unha loita fundamental e  inaprazabre. A destrucción do territorio e os ataques á natureza  continúan baixo governos da dereita e da esquerda, polo que compre  xuntar as nosas forzas ás da xente que tenta combater en contra deles  baixo moi diversos pontos de vista. Pola nosa parte, entendemos que a  crítica anticapitalista e antidesenvolvementista son necesarias para  enfrontar o conxunto das agresións, e pensamos que a autoxestión das  loitas e o asamblearismo son tamén imprescindibles para levar adiante  esa loita.</p>
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		<title>Presentación do libro &#8220;Naturaleza, ruralidad y civilización&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 20:18:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>unionlibertaria</dc:creator>
				<category><![CDATA[Actividades]]></category>
		<category><![CDATA[antidesenvolvemento]]></category>
		<category><![CDATA[civilización]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[primitivismo]]></category>
		<category><![CDATA[ruralismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Luns, 22 de marzo de 2010, ás 20:00 horas no Espazo Libertario, presentación do libro &#8220;Naturaleza, ruralidad y civilización&#8221;, a cargo do seu autor, Félix Rodrigo Mora. A mediados dos noventa algunhas publicacións como Futuro primitivo de J. Zerzan ou os traballos de Theodore J. Kaczynski, fundamentalmente o Manifesto de Unabomber (A Sociedade Industrial e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Luns, 22 de marzo de 2010, ás 20:00 horas no Espazo Libertario, presentación do libro &#8220;Naturaleza, ruralidad y civilización&#8221;, a cargo do seu autor, Félix Rodrigo Mora.</strong></p>
<p><a href="http://unionlibertaria.org/ul/wp-content/uploads/2010/03/portada-naturaleza-ruralidad-y-civilizacion.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-165" title="portada-naturaleza-ruralidad-y-civilizacion" src="http://unionlibertaria.org/ul/wp-content/uploads/2010/03/portada-naturaleza-ruralidad-y-civilizacion-203x300.jpg" alt="" width="203" height="300" /></a>A mediados dos noventa algunhas publicacións como Futuro primitivo de J. Zerzan ou os traballos de Theodore J. Kaczynski, fundamentalmente o Manifesto de Unabomber (A Sociedade Industrial e o seu futuro),revitalizaron a crítica á sociedade tecnolóxica e industrial desde a perspectiva anarquista. No Estado Español, ao que foron chegando sucesivas traducións, non aparece unha publicación importante nos seus contidos ata 2001 por parte do colectivo Os Amigos de Ludd e en forma de boletín, traballos dos que formou parte o autor dos textos que aquí presentamos. Estes encárganse dunha investigación do pasado pre-industrializado, por exemplo da Alta Idade Media e do mundo rural, así como os procesos da revolución liberal e do réxime franquista que liquidaron a orde agraria popular. Por outra banda, desde a análise crítica, aléntanse os procesos de desurbanización, a mobilización contra o sistema tecno-industrial e a marcha ao mundo rural, dando apoio e proporcionando na medida do posible elementos de xuízo a quen deciden emprender tales actividades, alternando o traballo de historia co apoio ás loitas de colectivos de resistencia aos sistemas técnicos, ou que buscan retomar o contacto coa terra e o rural nas condicións actuais.</p>
<p><em>Organiza: Unión libertaria</em></p>
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		<title>Entrevista a UL en alasbarricadas</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 12:13:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>unionlibertaria</dc:creator>
				<category><![CDATA[UL]]></category>
		<category><![CDATA[alasbarricadas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[Co título &#8220;Hacia un anarquismo organizado. Entrevista a Unión Libertaria&#8221; o portal alasbarricadas.org publica unha ampla entrevista que nos fixeron recentemente. A continuación reproducimos o contido íntegro da mesma. Alasbarricadas.org entrevista a Unión Libertaria, colectivo libertario de Ferrol, Galiza. Este colectivo supone uno de los pocos colectivos anarquistas con un &#8220;programa político&#8221; definido, algo bastante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Co título  &#8220;<em>Hacia un anarquismo organizado.  Entrevista a Unión Libertaria</em>&#8221; o portal <a href="http://alasbarricadas.org" target="_blank">alasbarricadas.org</a> publica unha ampla entrevista que nos fixeron recentemente. A continuación reproducimos o contido íntegro da mesma.</p>
<p><strong>Alasbarricadas.org </strong>entrevista a <strong>Unión  Libertaria</strong>, colectivo libertario de Ferrol, Galiza. Este  colectivo supone uno de los pocos colectivos anarquistas con un  &#8220;programa político&#8221; definido, algo bastante frecuente en otros países  pero relativamente raro en el estado español. Unión Libertaria es  impulsora de numerosos proyectos, tanto sociales, ecológicos como  culturales que han tenido un impacto bastante importante en Galiza en  general y en la comarca ferrolana en particular.</p>
<p>En sus propias palabras, <em>&#8220;Definitivamente, la falta de estrategia  y organización del anarquismo sólo perjudicará al propio anarquismo.</em>&#8220;<span id="more-159"></span></p>
<p>ALB.  Noticias- Podríais empezar por explicarnos qué es Unión Libertaria y  cómo surge el colectivo. ¿A qué se dedica Unión Libertaria?</p>
<p>Unión Libertaria es un grupo anarquista que se creó en Ferrol a partir  del <strong>Ateneu Libertário Francisco Iturralde</strong>, a comienzos  de la década del 2000. Después de varios años de actividades en el  ámbito cultural (desde el 97), vimos que no se producía un avance  significativo en nuestra actividad, y también constatamos que surgían  situaciones como el desastre del Prestige o la guerra de Irak que  requerían otro tipo de organización, que superase los meros objetivos  culturales. De forma natural, evolucionamos hacia un grupo anarquista,  con la intención de incidir de forma más directa en las problemáticas  que nos afectaban.</p>
<p>Durante algún tiempo, gran parte de nuestros esfuerzos  estuvieron centrados en la apertura en Ferrol de un local, el &#8220;<strong>Espazo  Libertario</strong>&#8220;, que actualmente compartimos con la Federación  Local de CNT de Ferrol, de la cual también fuimos impulsores. En el  hacemos actividades de tipo cultural además de la difusión de prensa y  libros y labores de propaganda. Anualmente venimos organizando las  xornadas libertarias de Ferrol; este pasado año celebramos la VIII  edición de estas xornadas.</p>
<p>En paralelo, desde su creación, el grupo ha asumido como uno de  sus objetivos principales el potenciar la unión entre las  diferentes expresiones antiautoritarias existentes en Galiza. En el  ámbito de las relaciones entre colectivos en Galiza promovemos el  portal <a href="http://www.galizalibertaria.org/"><strong>http://www.galizalibertaria.org</strong></a>,  que pretende ser un punto de encuentro de las distintas sensibilidades  libertarias que coexisten en galiza, además de difusión de las luchas  que se llevan a cabo. Tenemos un grupo de trabajo sobre software libre,  lo llamamos GNUL, reciclamos ordenadores a los que instalamos software  libre y en ocasiones los donamos a otros colectivos. También damos  soporte y asesoramiento a colectivos y asociaciones para que desarrollen  sus webs. Promovemos <a href="http://www.trasmallo.org/"><strong>http://www.trasmallo.org</strong></a>,  un servidor que facilita alojamiento a diversos colectivos tanto  gallegos como de fuera de Galiza y periódicamente organizamos talleres  de linux. Últimamente estamos muy volcados en la edición de pequeños  vídeos informativos sobre convocatorias y luchas concretas.</p>
<p>Ahora mismo estamos muy preocupados por la ofensiva desarrollista que  está poniendo en franco peligro la biodiversidad y la riqueza ambiental  de nuestra tierra y del planeta en general, en ese sentido  pretendemos avanzar en la oposición a los proyectos concretos  (industrias, urbanizaciones,&#8230;) al mismo tiempo que profundizar en  experiencias autogestionarias que incidan en el decrecimiento y la  autosuficiencia.</p>
<p>Entre los planes para este año está el de retomar el contacto con  la tierra que se ha perdido en las últimas generaciones, quizá empezando  a cultivar algunas tierras para nuestro autoconsumo, agricultura  ecológica claro está. En la actualidad trabajamos principalmente en la  lucha contra</p>
<p>la instalación de la planta de gas de Reganosa y otras  agresiones medioambientales, coordinándonos con otros colectivos y  organizaciones en la <strong>Rede &#8220;Galiza non se vende&#8221;</strong>, y  promoviendo el blog <a href="http://www.reganosademolizon.org/"><strong>http://www.reganosademolizon.org</strong></a>.</p>
<p>ALB  Noticias. &#8211; ¿Sois el único grupo libertario con &#8220;programa político&#8221; que  hay actualmente (al margen de grupos históricos)? ¿Cómo veis la carencia  de estrategia de muchos grupos libertarios actuales (y prácticamente de  todo el movimiento libertario)?</p>
<p>Bien, antes de nada hay que aclarar que aquel programa resumido tenía  como objetivo llamar a la abstención activa en las elecciones generales  de 2004 y llamar la atención de la gente de nuestro entorno sobre la  alternativa libertaria. La intención era hacerle ver a la gente, tras el  atentado ecológico del Prestige, la necesidad de autoorganizarnos  horizontalmente para solucionar los problemas que el capitalismo y la  clase política se encargan de crearnos. Editamos miles de ellos, que se  buzonearon por la comarca. Cumplió su función informativa.</p>
<p>Hoy en día hemos recuperado aquel proyecto, con la intención de  ampliarlo para que sirva de herramienta de debate entre l@s compañer@s  y, entre tod@s, llenarlo de propuestas y experiencias prácticas,  autogestionarias y de acción directa, que poder llevar a cabo para ir  avanzando hacia ese mundo nuevo del que tanto hablamos.</p>
<p>Unión libertaria es una organización política anarquista, entendiendo  como política la organización social fuera de las instituciones del  estado. Consideramos imprescindible que el anarquismo haga visibles sus  propuestas políticas a la población de forma clara y organizada. Es  cierto que en torno al anarquismo existen tantas propuestas como  anarquistas, que en la sociedad existen iniciativas que sin declararse  expresamente anarquistas encajan en los principios esenciales del  anarquismo y que más allá del anarcosindicalismo no existe ninguna  organización que aglutine el denominador común de las distintas  iniciativas y sensibilidades existentes. El anarcosindicalismo fue y  sigue siendo una herramienta esencial, pero en las circunstancias  actuales consideramos que es importante también organizarse en lo  político para estar y participar en los movimientos sociales con un  mensaje que, desde el anarquismo, sirva para dejar claras algunas cosas.</p>
<p>En primer lugar una idea actualizada pero enraizada en la historia de  cual es el mundo nuevo que<img src="http://galizalibertaria.org/sites/default/files/1_maio_CNT_en_Ferrol.jpg" alt="" hspace="4" vspace="4" width="300" height="225" align="right" /> queremos,  que no es otro que el jardín de acracia con el que ya soñaron muchos  revolucionarios y en el que, estamos convencidos, sería posible  organizar una sociedad más justa que viviese en equilibrio con la  naturaleza. Sería este un doble objetivo pedagógico y propagandístico  que tendría como finalidad concienciar para crear la base social  necesaria para actuar y a un tiempo para amplificar de forma exponencial  la posibilidad de realizar convocatorias y luchas; expresar opiniones y  puntos de vista y en definitiva, que la sociedad perciba las propuestas  anarquistas como una opción con posibilidades reales que dé respuestas  con sentido al desolador panorama al que nos tiene sometido el sistema  capitalista.</p>
<p>Otra buena razón para la organización es anticiparnos a los populismos  que ante la irreversible crisis sistémica, sin duda, aparecerán cada vez  más con toda su crudeza en forma de neofascismos de la mano de las  democracias occidentales tomadas por el liberalismo y su otra versión en  lo políticamente correcto, la socialdemocracia. Como anarquistas no  podemos permitirnos que el no estar organizados suponga para estos una  ventaja y que en la sociedad, llegado el momento y ante la falta de  contundencia en oposición y acción, exista quien les conceda el  beneficio de la duda.</p>
<p>Finalmente, es necesario que nos reclamemos formalmente anarquistas  en tanto no existe ninguna otra opción que históricamente y en la  actualidad plantee la forma correcta de organizarse para cambiar las  cosas. Los principios de horizontalidad y asamblearismo, acción y  autogestión y apoyo mutuo son en ocasiones parcialmente asumidos por  iniciativas sociales que desde lo tangencial o el entrismo siguen siendo  profundamente autoritarias y manipuladoras. La &#8220;nueva izquierda&#8221; no es  otra, le pese a quien le pese y con todo el reparo que tenemos a las  etiquetas, que el anarquismo. Y esto tenemos que saber dejarlo claro más  allá y sin que sea incompatible con individualismos, informalidades y  revisionismos estéticos.</p>
<p>Definitivamente, la falta de estrategia y organización del anarquismo  sólo perjudicará al propio anarquismo.</p>
<p>ALB  Noticias.- ¿Cómo veis los movimientos sociales, y en concreto el  libertario en Galiza?</p>
<p><img src="http://galizalibertaria.org/sites/default/files/charla_contra_reganosa_nas_atochas.jpg" alt="Charla contra Reganosa en la Casa das Atochas" hspace="4" vspace="4" width="300" height="200" align="left" />Como en muchas otras  partes, los movimientos sociales en Galicia tienen momentos álgidos y  apagones al hilo de lo que imponen los acontecimientos y de forma  similar respira también buena parte el movimiento libertario. Es cierto,  sin embargo, que en los últimos años se han incrementado el número de  iniciativas y los frentes de lucha de una forma singular. En unos casos  con la aparición de nuevos centros sociales, en otros de la mano de  ciudadanos desencantados y directamente afectados por el  deterioro medioambiental y el caciquismo de la clase política, también  han aparecido propuestas en el ámbito de la economía social y la  autogestión cooperativa, en la ecología, la sostenibilidad&#8230;</p>
<p>En la mayor parte de los casos son propuestas heterogéneas de gran  valor y con frecuencia llenas de originalidad. Pero también es cierto  que al tiempo que vemos ilusión percibimos falta de formación, cierta  desorientación y con más frecuencia de la que debiera, intereses  partidistas que intentan manipular o que directamente toman el control y  terminan matando las iniciativas como en su día ocurrió con la  plataforma <strong>Nunca Máis</strong>.</p>
<p>También apreciamos cierta tendencia positiva en cuanto a que con mayor  o menor conciencia de ello cada vez más se asumen organizativamente  ciertos planteamientos habituales en el anarquismo como la  horizontalidad, el asamblearismo y hasta cierto nivel de autogestión y  acción directa, aunque no siempre con el éxito que cabría esperar, ya  que no existe, como decíamos antes, la preparación y convicción  suficientes.</p>
<p>En cuanto a la implicación del movimiento libertario en todo esto,  es variada y va desde la participación de individualidades a la  implicación directa de organizaciones como la nuestra o del  anarcosindicalimo. En general las iniciativas que parten del entorno  anarquista son más bien difusas e informales y por el momento sin  ninguna forma concreta que las haga salir de su dispersión, pero aún con  este déficit organizativo pensamos que se está incidiendo positivamente  en los movimientos sociales a nivel gallego y somos optimistas de cara a  lo que está por venir.</p>
<p>ALB  Noticias.- Ahora mismo, ¿cuántos colectivos (que sepáis) hay que se  reclamen libertarios por aquellas tierras? ¿Mantenéis contacto o algún  tipo de coordinación?</p>
<p>Ahora mismo, de los colectivos más veteranos, solo tenemos constancia  de que permanezcan en activo el <strong>GAS</strong> (Grupo de Axitación  Social de Vigo), el <strong>Ateneu Libertario Lume Negro</strong> de  Ponteareas, <strong>La Campana</strong> (revista editada en Pontevedra  que acaba de retomar su andadura) y nosotr@s. Hay nuevos proyectos y  colectivos, como el proyecto editorial <strong>Renderén </strong>(que  llevan editados dos maravillosos números de sus revistas monográficas en  las cuales compañeros de UL han participado con sendos artículos) o  el colectivo <strong>GalizaEmPunk </strong>de Ourense, a l@s que vimos  en el 1º de Mayo de la regional galaica de <strong>CNT </strong>en  Ferrol. Sabemos que hay asambleas o colectivos de reciente formación en  Lugo (cercanos al <strong>CS Vagalume</strong>) y en A Coruña (<strong>CSO das  Atochas</strong>), y también sabemos que hay compañer@s en otros  centros sociales desperdigados por la geografía galega, como pueden ser  el <strong>CSA Formiga</strong> de Pontevedra o el nuevo <strong>CSO A  Casa da Estación</strong> de Pontedeume.</p>
<p>Por otra parte, tenemos constancia de la existencia de una  coordinación informal entre diversas individualidades anarquistas, en la  que no participamos. Llevan a cabo diversas actividades, entre las que  está la marcha anual al talego de Teixeiro que se celebra antes de  navidad y de la cual creemos que este año ha sido la X edición. Esta  coordinación ha sido particularmente activa, por ejemplo, en la campaña  por la liberación del compañero Amadeu Casellas. Hay una página que se  puede consultar a este respecto (<strong><a href="http://abordaxerevista.blogspot.com/">abordaxerevista.blogspot.com</a></strong>).</p>
<p>Las relaciones entre l@s libertari@s galeg@s son a veces  particularmente difíciles. Las diferencias entre sensibilidades  libertari@s, y entre las personas que las conforman parecen ser cada vez  mayores, impidiendo que un hipotético movimiento libertario se  visibilice e incidiendo en el guettismo y la atomización. Nosotr@s no  nos resignamos, consideramos que la coordinación y la organización del  movimiento libertario son la única garantía para un movimiento fuerte  que pueda incidir realmente en la sociedad gallega y los cambios que  anhelamos.</p>
<p>ALB  Noticias.- ¿Qué relación tenía UL con el periódico Marea Negra? ¿Sigue  en activo? ¿Tenéis en mente algún otro proyecto editorial?</p>
<p>El periódico &#8220;<strong>Marea Negra</strong>&#8221; fue una iniciativa nuestra  en un principio. Como en otros proyectos que llevamos adelante,  intentamos implicar a otras individualidades y colectivos para que  participaran en el periódico, con la intención de que la publicación  tuviera una utilidad externa (de cara a la sociedad gallega) y otra  interna (de cara al movimiento libertario gallego). En cierta medida  tuvimos éxito en implicar a algún colectivo e individualidades, pero el  nivel de esfuerzo no se vio recompensado en su repercusión pública. El  proyecto comenzó a decaer y finalmente el &#8220;Marea Negra&#8221; se dejó de  publicar. De todas formas, siempre hemos pensado que fue una experiencia  positiva y que puede reiniciarse cuando el momento sea propicio: cuando  exista un grupo editor fuerte para hacer otra revista, cuando exista  alguna demanda social que lo justifique, cuando el movimiento libertario  asuma la necesidad de contar con una publicación que no sea portavoz de  ninguna facción concreta.</p>
<p>Lo que más nos importaba hacer con el periódico era crear una  publicación que se dirigiera al conjunto de la sociedad gallega, que  pudiera ser leído por personas de condición muy diversa, y que no fuera  dirigido exclusivamente a personas que simpatizaban con las ideas  libertarias, que ya estuvieran convencidos. En cierta medida, y durante  más de dos años, logramos ese objetivo parcialmente y por ello valoramos  el intento de forma positiva. La experiencia acumulada nos será de gran  ayuda si emprendemos otro proyecto de publicación.</p>
<p>ALB  Noticias.- ¿Cómo son las relaciones con el elenco independentista?  ¿existe algún grupo de tendencia &#8220;anarco-independentista&#8221;?</p>
<p>Como ya comentamos, nuestra aparición pública coincidió en una etapa  de movilizaciones masivas (contra la guerra de Iraq y el Prestige). A  raíz de ello, tuvimos puntualmente coordinación con alguna organización  del espectro independentista. El movimiento de liberación nacional  galego es un movimiento amplio, heterogéneo, compuesto por grupos  cuyas interrelaciones son de todo tipo: desde lo que podría parecer  simple duplicación de siglas, hasta diferencias en apariencia  irreconciliables. Nuestra relación con estos grupos estaba orientada a  que, a escala local, la protesta en la calle superara las previsiones -y  pretensiones- de l@s que pretendían liderar las convocatorias (los  partidos y sindicatos de siempre, constituidos en “plataformas” y  funcionando teledirigidos a toque de teléfono y fax desde Madrid o  Compostela).</p>
<p>En estos casos y en algunos posteriores (por ejemplo, la invasión de  Gaza por parte de Israel) en el que el ámbito trascendía lo local,  buscamos una doble coordinación, a escala local con grupos de Ferrol y  alrededores que no pertenecen al movimiento libertario (los citados  grupos independentistas, grupos ecologistas, organizaciones sociales,  algunas individualidades&#8230;) y a nivel gallego o estatal con  organizaciones e individualidades ya sí que puramente libertarias. Sin  ocultar, eso sí, esta duplicidad de esfuerzos -que no de intenciones- a  ninguna de las partes.</p>
<p>La forma de funcionar, en estos puntuales entendimientos, fue  asamblearia y horizontal, buscando el consenso entre las distintas  asambleas de los grupos participantes y evitando la delegación en  comisiones gestoras. Este empeño en no apartarnos de nuestros principios  organizativos, la diferencia ideológica, los distintos fines  perseguidos y, en particular, nuestra clara voluntad de no servir de  tont@s útiles para intereses puramente partidistas hacen que estas  relaciones, cuando existen, tengan un alcance limitado, en el sentido de  que se establecen límites precisos y preestablecidos en función del  mutuo interés.</p>
<p>Tenemos, eso sí, un compromiso interno de convocatoria permanente  ante ciertos supuestos, que hace que nos movilicemos sin necesidad de  asamblea, “a golpe de sms”, en caso de agresión machista, de detenciones  en nuestro entorno&#8230;</p>
<p>En cuanto a la existencia o no de grupos de  tendencia anarco-independentista, la verdad, dada la liberalidad con que  la gente se autodefine como <em>anarco-algo</em>, es difícil de saber,  nosotr@s no l@s conocemos. Lo que sí existen es, dentro del movimiento  independentista grupos conposicionamientos más antiautoritarios y,  dentro del movimiento anarquista, personas con mayor compromiso con la  lengua y cultura gallegas, que a veces son señalad@s como  “independentistas”. Este error se produce porque a veces hay quien  confunde la defensa de nuestro patrimonio cultural con el nacionalismo o  el indepedentismo, incluso desde el mundo libertario.</p>
<p>Por último señalar que en cuanto a lo de &#8220;anarco-independentismo&#8221;  pensamos que el anarquismo, el comunismo libertario, ya implica en sí  mismo la independencia y autodeterminación, de los pueblos y de las  personas que los conforman. Como anarquistas consideramos que todos los  pueblos tienen derecho a decidir libremente su futuro y a luchar por esa  libertad cuando les es negada, pero no compartimos las tesis del  nacionalismo independentista en lo que se refiere a la creación de <em>u</em><em>nha  república galega</em> con estado, fronteras, instituciones políticas,  policía gaitera, etc; en la que se reproducirían, sin duda, los  mecanismos de opresión y represión de cualquier estado. Creemos en un  mundo sin fronteras artificiales fijas en el que la sociedad se organice  estableciendo libremente federaciones y acuerdos de cooperación que  sean vivos y  flexibles. No queremos tropezar más veces en la misma  piedra.</p>
<p>ALB  Noticias.- Hace poco se abrió el Centro Social Fervesteiro, en Ferrol, y  echando un ojo a Galiza Indymedia parece que cada vez hay más Centros  Sociales en Galiza. ¿Creéis que hay más tejido social-revindicativo?  ¿Hay un antes y un después tras el Prestige, para los movimientos  sociales?</p>
<p>Es verdad que están apareciendo muchos centros sociales por toda  Galiza. Está claro que las movilizaciones en protesta por la marea negra  del &#8221;Prestige&#8221; tuvieron algo que ver con una cierta politización de las  nuevas generaciones. Pero también hay que tener en cuenta que muchos  movimiento sociales que estaban más o menos controlados por el BNG,  quedaron desmovilizados con el gobierno BNG-PSÓE en la Xunta, y fueron  surgiendo experiencias nuevas, principalmente en el ámbito del  independentismo y, en menor medida, del anarquismo. La decepción por el  gobierno &#8220;progresista&#8221; en los cuatro años que ocupó la Xunta ha generado  la articulación de nuevas opciones independentistas o libertarias,  fuera del control de la izquierda clásica en este país.</p>
<p>Estas dos circunstancias han favorecido la creación de &#8220;otro&#8221;  tejido social, más autónomo y diverso, más real en la medida en que  funciona de forma más horizontal y que cada vez más responde a  problemáticas concretas. Algunos de los centros sociales existentes  responden a esfuerzos de organizaciones concretas, con la carga de  sectarismo que ello supone, pero también es verdad que algunos otros han  contribuido a agrupar distintas sensibilidades en torno a objetivos muy  interesantes, y ello es algo que nosotros valoramos muy positivamente.</p>
<p>ALB  Noticias.- ¿Podríais hacernos una breve descripción de lo que está  pasando con Reganosa, así como las reacciones de los movimientos  sociales y vecinales ante esta amenaza constante?</p>
<p>Lo que está pasando con reganosa es que cada vez está quedando más  claro que la planta de gas, además de peligrosa por su ubicación  irracional, no era necesaria. Aunque la empresa se empeña en negarlo y  ha solicitado permisos para una ampliación, está claro que funciona muy  por debajo de su capacidad.</p>
<p><img src="http://galizalibertaria.org/sites/default/files/planta_de_gas.jpg" alt="" hspace="4" vspace="4" width="300" height="225" align="right" />La planta  de gas está donde está, en el interior de la Ría de Ferrol, porque hay  un señor, un cacique de As Pontes llamado Tojeiro, que se dedicó a  especular con unos terrenos aledaños a otra industria suya, Forestal del  Atlántico, también particularmente nociva y peligrosa. Por un lado ganó  dinero (vendió al consorcio esos terrenos por 40 veces su valor un mes  después de haberlos adquirido) y por otro lado consiguió la ampliación  de la licencia para esta otra empresa. Lo curioso del caso es que la  Xunta participa del consorcio con un 10 %.</p>
<p>En su día, hace más o menos dos años, dijimos que había tres opciones  en el futuro de reganosa:</p>
<p>a) Que la planta siguiese su actividad hasta que se agotasen las  reservas de gas o una causa de fuerza mayor como una crisis o un  conflicto bélico impidiesen su explotación.</p>
<p>b) Que ocurriese una emergencia grave, o una catástrofe y esto  pudiese obligar a su cierre.</p>
<p>c) Que finalmente se haga tan evidente la corrupción en torno a este  caso que, el propio sistema, decida un lavado de cara cargándole el  muerto a unos cuantos cabezas de turco.</p>
<p>Nunca tuvimos excesiva fe en la vía legalista, consideramos que,  sin abandonarla, debiéramos dedicar muchos más esfuerzos a la  movilización. Ahora cada vez tenemos más claro que las opciones se  reducen a las dos primeras: La crisis de la que hablábamos ya está aquí,  y una emergencia puede llegar en cualquier momento.</p>
<p>¿Cuales son las reacciones de los movimientos sociales? Pues  depende. Entre l@s ciudadanistas afines a distintos partidos políticos  hay quien piensa que la planta de gas es necesaria pero se opone a su  ubicación porque pone en peligro a la población de la ría. Otros son más  cercan@s a las tesis de l@s ecologistas, consideran que hay que cambiar  de modelo energético. A esto ultimo, nosotr@s y l@s independentistas,  le añadimos que hay que cambiar de modelo económico, hay que cambiar el  sistema, pensamos que el desarrollo industrial es consustancial al  capitalismo, claro está que el socialismo que propugnamos un@s y otr@s  es diferente.</p>
<p>No pretendemos explicar en unas pocas líneas los pormenores de los  últimos dos años de implicación más activa, por nuestra parte, en el  movimiento de oposición a Reganosa. Estas informaciones están compiladas  y a disposición de cualquiera en nuestra web <a href="http://eganosademolizon.org/">reganosademolizon.org</a>. De todas  formas hay que decir que la desmovilización es cada vez mayor y esto se  debe a diversos factores, entre los que se encuentran las  diferencias irreconciliables entre aquell@s que formamos parte de él de  una u otra forma: hay que tener en cuenta que algun@s de los &#8220;líderes&#8221;  de este movimiento son también &#8220;líderes&#8221; del PSOE comarcal, partido  cómplice en todo esto. Otro de los factores es el pésimo estado de los  movimientos sociales, que ahora están resurgiendo tras las fatídicas  décadas de los 80 y los 90 que los dejaron diezmados.</p>
<p>La movilización en sí tuvo un pico en el 2007 con el episodio de  los mariscadores, pero en cuanto estos dejaron de parar los gaseros y  los antidisturbios se volvieron a Valladolid, la llama se apagó.  Nunca volvimos a ver los miles de personas que vimos en la calle por  aquel entonces. Esto nos hace pensar que cuando hay alguien dispuesto a  dar la cara, a enfrentarse directamente con el problema, la gente se  echa a la calle y sale a por todas.</p>
<p>Nosotr@s vemos la lucha contra reganosa como una lucha más contra  la ofensiva desarrollista del sistema capitalista, y en este sentido  hemos aprendido muchas cosas útiles para nuevas y futuras luchas  concretas contra esta u otras industrias e infraestructuras. Seguiremos  oponiéndonos a reganosa, y esperamos que se puedan dar nuevos picos en  lo que a movilización se refiere, si es así, estaremos dándolo todo.  Pero quizá nuestro trabajo esté en conectar esta con otras luchas de  carácter ambiental que se afronten desde una perspectiva  anticapitalista. En ese sentido seguimos muy de cerca las luchas contra  el TAV, la MAT y otras como fueron, en su día, la de ITOIZ.</p>
<p>ALB  Noticias. Ya que compartís local con <a href="http://www.youtube.com/watch?v=rapyy-79-FU">CNT-Ferrol</a>,  podríais explicarnos brevemente ¿cual es la situación del  anarcosindicalismo en Galiza, su progresión en los últimos años, y  conflictos recientes en los que haya intervenido?</p>
<p><img src="http://galizalibertaria.org/sites/default/files/1_maio_CNT_en_Ferrol_2.jpg" alt="" hspace="4" vspace="4" width="300" height="225" align="left" />No sólo  compartimos local, sino también compartimos militancia. La mayoría de  nosotr@s (UL) somos trabajadores/as sindicad@s en CNT. La CNT  está creciendo en Galiza, a un ritmo lento, pero creciendo. Nuevos  sindicatos van surgiendo, como son el de Ferrol, el de Betanzos o el de  Lugo. También vemos como gente de pequeñas poblaciones donde CNT no está  presente, se afilia a sindicatos de otras localidades más grandes.</p>
<p>Esto es lo que está pasando en Ferrol, donde se está afiliando gente  de municipios aledaños como Narón, Fene o Pontedeume, abriendo la  posibilidad de aparición de nuevos núcleos confederales. También vemos  como aparecen secciones sindicales, como la del SIEGA en la Xunta, o los  forestales de SEAGA en la provincia de pontevedra, algo impensable hace  tan solo unos años. Al mismo tiempo se está viendo la eficacia de  nuestras armas para resolver conflictos, como ocurrió con l@s despedid@s  de Mercadona en</p>
<p>Compostela o con l@s compañer@s del SIEGA, que antes del conflicto  estaban subcontratad@s y finalmente tuvieron que ser admitid@s como  personal laboral de la Xunta. Ahora están haciendo un magnífico trabajo  con su sección sindical y en este mismo momento están enfrascad@s en una  campaña contra la contratación ilegal por parte de la Xunta de Galicia.</p>
<p>Hay un montón de gente joven que está tomando el relevo y, si se  hacen bien las cosas, el 2010 se presenta como un año de crecimiento  potencial debido a la crisis que estamos padeciendo l@s trabajadores/as.  La gente cada vez está más mosqueada con la inoperancia del  sindicalismo vertical y al estar la CNT creciendo y más presente en los  tajos y en la calle, esta misma gente percibe que la confederación no es  un sindicato como los demás.</p>
<p>En el caso de Ferrol, como tenemos noticia de que pasa en otros  lugares, el paro está causando estragos. Aquí hemos sobrepasado ya el  50% de la población activa en Paro. En el sindicato cada vez somos más  parad@s y gente en precario total, trabajando en las ETT. Por lo de  ahora la gente está muy perdida, cada un@ intenta resolver su papeleta  de la mejor forma posible, pero no se ven trazas de que la situación  mejore. En la comarca los ERE&#8217;s se seuceden, y al Plan E debieramos  llamarle el plan estafa: son determinadas empresas las que se ven  beneficiadas y aún encima hemos visto casos de empresas que obligan a  estos trabajadores contratados a hacer horas extras.</p>
<p>Como rezan algunas pintadas por aquí: &#8220;se nos está agotando el subsidio  y la paciencia&#8221;. Esperemos que en este año, ahora que el ficticio  &#8220;estado del bienestar&#8221; se desmorona como un gigante de pies de barro,  toda esa masa de parad@s y precari@s que está aumentando vaya tomando  conciencia de que el único camino está en la lucha y empiece a  autoorganizarse en los sindicatos y las asambleas, porque lo contrario  implica pagar la crisis de &#8221;los otros&#8221;, y eso se traduce en dolor y  miseria para nosotr@s y l@s nuestr@s. Nosotr@s, la clase trabajadora,  movemos la sociedad, y unid@s podemos podemos llevarla a donde queramos,  lejos de estas políticas antisociales que aplican los neoliberales, ya  sean progres o conservadores.</p>
<p>ALB  Noticias. ¿Tienen relación con los anarquistas de Portugal o del &#8220;mundo  lusófono&#8221;?</p>
<p>Por nuestra situación geográfica, al norte de Galiza, quizá no seamos  el colectivo gallego más implicado en las relaciones con los compañeros  y compañeras de Portugal. Hemos tenido alguna relación con los  libertarios de Porto (<strong>Terra Viva</strong>) cuando sacábamos el  Marea Negra y también hemos colaborado con los compañeros que publican &#8220;<strong>A  Batalha</strong>&#8221; en Lisboa, que nos envían su periódico. Dos  compañeros de Unión Libertaria estuvieron en Lisboa colaborando la gente  de &#8220;A Batalha&#8221; en un acto de homenaje a la libertaria gallega Joaquina  Dorado, hace ya algún tiempo.</p>
<p>Quizá la ligazón más fuerte actualmente de los libertarios gallegos  con los portugueses sea el periódico &#8220;<strong>Anarcosindicalista</strong>&#8220;,  una publicación conjunta de la CNT gallega con la sección portuguesa de  la <strong>AIT</strong>. Nos une el idioma, a pesar de las diferentes  normativas aplicadas en la grafía.</p>
<p>Unión Libertaria distribuye libros que vienen de Portugal o de  Brasil, tienen muy buena acogida y contribuyen a hacer más plural el  panorama de los puestos de venta de libros libertarios, que generalmente  suelen tener los mismos títulos. Además, estamos muy pendientes de lo  que se hace por esos lares, seguimos la coordinación que tienen l@s  compañer@s portugueses/as (<strong><a href="http://redelibertaria.blogspot.com/">redelibertaria.blogspot.com</a></strong>)  y habitualmente también recibimos noticias de la <strong>FA de Rio de  Janeiro</strong>, a quienes solemos enviar publicaciones que se hacen  por esta tierra.</p>
<p>Hay que pensar que por las cuestiones idiomáticas, y por las  relaciones coloniales y de emigración entre los estados español y  portugués, por un lado, y los estados latinoamericanos, por el otro, el  movimiento libertario galego puede desarrollar un papel muy importante  como puente cultural en las relaciones internacionales del movimiento  libertario.</p>
<p>ALB  Noticias. A pesar de que, como sucede en otros lugares, las actividades  y espacios anarquistas se concentran en las ciudades, en Galiza hay  bastante dispersión de la población en el medio rural. ¿Cómo creéis que  influye en la coordinación o incluso en la propaganda y actividad de los  movimientos sociales, y libertarios?</p>
<p>Es evidente que, por ahora, el anarquismo gallego tiene una  implantación mayoritariamente urbanita, pues tanto los grupos  libertarios como los sindicatos existen sobre todo en las ciudades,  especialmente en las provincias de A Coruña y Pontevedra. En principio,  resulta difícil lograr establecer organizaciones libertarias (de  cualquier tipo) en el rural y sobre todo en las provincias de Lugo y  Ourense. Pero este no es un problema que afecte solo al mundo  libertario, sino que también afecta en cierta medida a la mayoría de las  organizaciones políticas o sindicales. Esto implica que cuando se  consigue cierta implantación en poblaciones más pequeñas, el mensaje  libertario llega con más nitidez a la gente que en las grandes ciudades;  esto ha sucedido con la CNT en Betanzos, el Ateneo Libertario Lume  Negro en Ponteareas, y nos dicen que también en Melide.</p>
<p>Creemos que la forma de combatir los problemas de la dispersión  es mediante la unión entre los grupos e individualidades libertarias, de  tal forma que nuestros esfuerzos conjuntos se hagan más visibles y  puedan tener repercusión en ámbitos a los que todavía no llegamos. Pero  este es un camino difícil por la variedad de visiones que existen entre  nosotros, a veces contrapuestos. La mejora de relaciones entre las  organizaciones e individualidades del movimiento libertario gallego  representa un reto que desde Unión Libertaria asumimos como algo  indispensable para conseguir que el anarquismo represente algo positivo  en el futuro de la gente de Galiza.</p>
<p>ALB  Noticias. Galiza es reconocida históricamente como un lugar dentro del  Estado, de exportación de mano de obra. Aldeas que quedaban vacías por  la emigración, etc. ¿Creéis que esto ha cambiado? ¿Influye en  el mantenimiento de luchas y espacios?</p>
<p>Galiza sigue siendo exportadora de mano de obra. Tenemos a muchísima  gente fuera. La gente joven, que es la que está en peor situación, suele  emigrar a sitios como Inglaterra, Canarias o Catalunya. En los años 70  se emigraba a Alemania, Suiza&#8230; y anteriormente a Argentina,  Venezuela&#8230; Esto hace que compañer@s libertari@s de estos lugares  tengan ascendencia galega y se pasen por aquí de vez en cuando.</p>
<p>Hay que tener en cuenta que figuras relevantes del anarquismo y  el anarcosindicalismo latinoamericano eran galeg@s. Antonio Soto, el de  la Patagonia Rebelde, sin ir más lejos, era ferrolano. Dentro del  movimiento libertario galego también hay much@s emigrantes, gente muy  valida y trabajadora que está en otros lugares, en otros proyectos  hermanos. Esto tiene sus cosas positivas y negativas. Entre las  negativas, la gente que falta y hace falta. Entre las positivas, las  relaciones que van surgiendo y la gente que aprende de lo que se hace en  otros lugares. Allí donde vayas encontrarás galleg@s y habrá galleg@s  metidos en el fregado.</p>
<p>Ahora, por la situación de paro y retroceso en las condiciones  laborales que se está viviendo a nivel general, está habiendo también un  cierto &#8221;retorno&#8221; de emigrantes, esperemos que esta triste situación  pueda tener, de alguna forma, una repercusión positiva.</p>
<p>En cuanto a lo que decíais del abandono rural, esto sigue siendo así.  Las aldeas siguen perdiendo población y cada vez son más los núcleos  de población abandonados. Las autopistas ya incidieron en esto en su día  y el AVE hará más de lo mismo. Además, resulta cada vez más complicado  vivir del campo por que cada vez hay más intermediari@s entre el  productor/a y el/la consumidor/a, las grandes superficies tienen mucha  culpa en esto. Sin embargo también empieza a surgir eso que se ha dado  en llamar neorruralismo, nada organizado, ligado a posturas relativas al  ecologismo, al decrecimiento y la vida simple.</p>
<p>Hay que tener en cuenta que la industrialización no ha llegado a  Galiza hasta bien entrado el Siglo XX. Much@s de nosotr@s somos hij@s o  niet@s de l@s llamad@s &#8220;desertores/as del arado&#8221;, el vínculo con la  tierra todavía está arraigado. Hay gente que está huyendo de las  condiciones de vida en las ciudades, donde además los precios de la  vivienda son desorbitados, para irse a vivir al campo donde viven de la  artesanía, de la agricultura ecológica o de lo que sea. En las ciudades  están apareciendo cooperativas de consumidores y grupos de consumo de  productos ecológicos de huerta, que ponen en contacto directo a los  productores con l@s consumidores/as. De alguna manera se empieza a  ejecutar aquella consigna de &#8221; piensa global, actúa local&#8221;, tan en boga  entre los movimientos antiglobalización de hace unos años.</p>
<p>Todo esto es relativamente cercano a nuestros planteamientos, no es  nuevo para l@s libertari@s, aún que hay sectores de la izquierda, sobre  todo ligados al nacionalismo, que pretende capitalizar este  &#8220;movimiento&#8221; hablando, por ejemplo, de soberanía alimentaria y enlazando  el concepto con el de soberanía nacional. Soberanía implica legislación  y nosotr@s somos contrari@s, seguimos prefiriendo hablar de  autogestión. Sin duda, una Galiza autogestionaria sería muy diferente de  la que se está prefigurando. Habría que abandonar gran parte de la  actividad industrial y volver a las actividades agrícolas y de los  sectores primarios. Por poner un ejemplo, la papelera de ELNOSA tendría  que desmantelarse y con ella debiera de desaparecer también el  monocultivo de eucalipto que ha diezmado las fragas autóctonas&#8230;</p>
<p>ALB Noticias. Ya que comentáis lo del idioma, habíamos leído en vuestro  programa, que no dejáis de lado este punto. ¿Cómo valoráis el supuesto  conflicto lingüístico, las manifestaciones en defensa del gallego que ha  habido recientemente?, ¿y la aparición de grupos tipo Galicia Bilingüe?</p>
<p>Tenemos que decirlo alto y claro. En Galicia el problema que existe con  el gallego es el castellano, o por ser más precisos, esa cosa que dan  en llamar lengua común y que no es más que una lengua que históricamente  se ha impuesto, como otras, mediante el imperialismo político,  económico y militar, aunque algunos se afanen en explicar el gran  esfuerzo y renuncia que supuso para el castellano convertirse en español  y lo mucho que debemos todos a este hecho que ha permitido, gracias a  las &#8220;virtudes&#8221; del castellano como lengua de entendimiento y de fácil  asimilación, convertirse en lengua vehicular de todo el estado.</p>
<p>A diferencia de otras comunidades en las que coexisten -con mayor o  menor conflicto- dos idiomas , en el caso de Galicia el gallego no es la  lengua de la burguesía industrial que diera trabajo a una población  inmigrante castellanohablante, sino que -por el contrario- el  proletariado gallego procedía de las aldeas, se comunicaba en gallego y,  en las ciudades, el sonido de los zuecos que calzaban y del idioma en  el que se expresaban era percibido por los burgueses como una clara  barrera de clase. De ahí venga, probablemente, el acto reflejo de muchos  gallegoparlantes de pasar al castellano al hablar con el médico, con el  abogado&#8230;y el interés de la gente que iba asentándose en las ciudades  de que sus hijos hablaran &#8221;castrapo&#8221;, así como el orgullo de ciertas  ciudades sobre &#8220;el buen castellano que se habla en ellas&#8221;.</p>
<p>Sin remontarnos a la &#8220;prehistoria&#8221; de los hechos, sólo con la represión  y persecución sufrida por el gallego durante los cuarenta años de  dictadura ya sería más que suficiente para que por parte de los  agresores se reconociese la justicia de su rehabilitación y se actuase  con sensibilidad en lo tocante a esta cuestión.</p>
<p>Existen muchos ángulos y aristas que se podrían tratar en torno a  este asunto, pero de forma general tenemos que decir que galicia ha  sido siempre muy respetuosa y tolerante con el castellano aunque no  siempre ha habido el mismo respeto para el gallego. Cuarenta años de  dictadura &#8221;<em>meteron o medo no corpo</em>&#8221; de manera suficiente como  para que en la conciencia colectiva exista una cierta renuncia más o  memos consciente del gallego. Situación esta que aún no está a día de  hoy normalizada y que se transmite en las casas en forma de diglosia  endémica. El gallego pervive en pequeños pueblos y aldeas gracias a la  dispersión y con la cautela y el recelo heredado de esa represión  ejercida por la dictadura. En las ciudades es otro cantar, ya que la  conquista del castellano es abrumadora, principalmente en las nuevas  generaciones y a pesar de la inclusión del gallego en el sistema  educativo y de la existencia de un canal televisivo autonómico.</p>
<p>En Unión Liberteria tenemos claro que con frecuencia es más importante  lo que se dice que en la lengua que uno se expresa, y comprendemos  las dificultades que surgen, por lo dicho anteriormente, para escoger  y utilizar con soltura una u otra lengua. Esa mala conciencia que nos  han inculcado actúa a menudo como bloqueante que impide dar con  naturalidad el salto de una lengua a otra. Con todo, reconocemos la  necesidad de apoyar y fomentar el gallego como lengua propia y así lo  hacemos empleándola sin imposiciones de forma habitual. No es tanto una  cuestión de libertades como de justicia y sensibilidad.</p>
<p>En cuanto a la agresiva campaña orquestada desde Madrid por el  rancio fascio de las FAES, viene a ser una vuelta de tuerca que nos  lleva a los peores momentos de ruptura social y represión de la  dictadura de la mano de la orquesta apéndice de Galicia Bilíngüe. Una  campaña de &#8220;marketing viral&#8221; pensada antes de las elecciones gallegas y  que ha dejado perpleja a una parte de la sociedad gallega mientras  reactivó los resortes de la confrontación en la otra parte. Nada que  sirva para normalizar ni encauzar nada, pero que está fomentando una  visión más radicalizada del conflicto que actúa de catalizador y  disculpa para que el actual gobierno gallego actúe siguiendo las  consignas de Madrid y trate de sacar adelante leyes vergonzosas que  suponen un ataque a la conciliación y el entendimiento y lo que es peor,  promoviendo de forma pretendidamente encubierta la segregación por  cuestión idiomática de la sociedad, en especial en el ámbito educativo y  de las administraciones públicas.</p>
<p>Al hilo de este tema nos comenta una buena amiga&#8230;</p>
<p>&#8220;<em>Kropotkin falaba coma a inmensa maioría da nobreza rusa na súa  infancia francés. O ruso falábao na súa casa cos criados. Esta situación  de diglosia semellante á galega en moitos aspectos parece que é a que  moitos desexan de volta ou a que apreixa a outros vítimas de prexuízos  que descoñecen. Eu sempre pensei que a a anarquía era a loita contra  toda a inxustiza, a defensa da liberdade entendida como liberdade tamén  dos outros. Bakunin escribiu que chegará un día no que: &#8220;sobre a ruina  dos estados políticos basearase a plena liberdade, organizada de abaixo  a arriba a unión libre e fraterna das asociacións libres de produción,  das comunas e das federacións nacionais que acollerá sen distinción  algunha por ser libre, aos individuos de calquera lingua e  nacionalidade&#8221;. Estou segura de que Bakunin e Kropotkin non defenderían a  supresión do galego por inútil nin acreditarían en campañas deseñadas  en Madrid por &#8220;think tanks&#8221; ultraconservadores que recuperan sen  complexos algunhas das ideas do nacionalcatolicismo&#8230;</em>&#8221;</p>
<p>ALB  Noticias. En base a vuestra experiencia y por lo que nos contáis ¿qué  consejos daríais a las personas que creen en un anarquismo organizado y  social, y que piensen en crear un colectivo como el vuestro?</p>
<p>En nuestro colectivo hay algunas normas no escritas que pensamos  que pueden tener cierta validez en otros lugares. Una de ellas es  intentar que el trabajo del grupo tenga más sentido cara al exterior que  cara al interior, o sea, que nuestra actividad se dirija al conjunto de  la sociedad y no a la gestión de las problemáticas internas del  movimiento libertario, ya que consideramos que ese es un error que ha  lastrado buena parte de los esfuerzos de los anarquistas en los últimos  tiempos.</p>
<p>Eso no quita para que también intentemos hacer un trabajo interno a  nivel del movimiento libertario, y en eso la norma que seguimos es la de  obviar las diferencias con otras organizaciones para intentar hacer  trabajo conjunto; de esta forma intentamos que nuestras fuerzas se  complementen (a pesar de las diferencias) y que el mensaje libertario  pueda ser visible para la sociedad. Mantenemos relaciones (a veces  mejores, a veces peores), con la práctica totalidad del anarquismo  gallego (y también de fuera de Galiza), y colaboramos con otras  organizaciones y colectivos no específicamente anarquistas; entendemos  esto como uno de los valores de nuestro colectivo ya que no cerramos la  puerta a otras formas de organización y lucha, sino que las consideramos  complementarias de la nuestra. No siempre conseguimos seguir estas  líneas de trabajo, pero lo tenemos en cuenta para nuestras actividades.</p>
<p>Pensamos que el trabajo en lo sindical es importante, pero también  creemos que el movimiento libertario no puede dejar de lado otras  problemáticas.</p>
<p>Era Malatesta el que decía: &#8220;El sindicalismo, por excelente que sea  para estimular a la clase obrera, no podrá jamás ser el único método  del anarquismo&#8221;. En esa línea, pensamos que hay un trabajo por hacer en  lo referente a derechos humanos, libertades individuales, defensa  del territorio, protección de las culturas amenazadas, difusión de las  ideas anarquistas, etc. Si trabajamos en estas cuestiones con rigor  y coherencia, con el tiempo nuestra actividad será respetada y tendremos  más posibilidades de incidir socialmente.</p>
<p><strong>ALB Noticias</strong>. Agradeceros que nos hayáis respondido. Y si queréis  añadir algo más que no habéis dicho hasta ahora, este es el momento:</p>
<p>Agradeceros a vosotr@s el interés mostrado por nuestro colectivo  y nuestras actividades, agradecer también la enorme labor de difusión y  el estupendo trabajo que realizáis y daros ánimos para que sigáis en  la brecha muchos años más. Nuestro correo electrónico es <strong>unionlibertaria  [arroba] gmail.com</strong>, para quien quiera tomar contacto.  Podéis informaros sobre nuestras actividades y otras cosas en</p>
<p><a href="http://www.unionlibertaria.org/"><strong>http://www.unionlibertaria.org</strong></a><strong> </strong>y<strong> </strong><a href="http://www.galizalibertaria.org/"><strong>http://www.galizalibertaria.org</strong></a><strong>.</strong></p>
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